Devocional do dia
16 de outubro
Manhã
Disse-lhes Jesus: Vinde, jantai.
João 21:12
Nestas palavras o crente é convidado a uma proximidade santa com Jesus. “Vinde, jantai” implica a mesma mesa, a mesma comida; sim, e às vezes quer dizer sentar-se lado a lado e reclinar a cabeça no peito do Salvador.
É ser levado à casa do banquete, onde tremula o estandarte do amor que redime. “Vinde, jantai” nos dá uma visão de união com Jesus, porque o único alimento de que podemos nos fartar quando jantamos com Jesus é ele mesmo.
Ah, que união é esta! É uma profundidade que a razão não alcança, essa de nos alimentarmos de Jesus. “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim, e eu nele.”
É também um convite para desfrutar a comunhão com os santos. Os cristãos podem divergir em vários pontos, mas todos têm um só apetite espiritual; e, se não podemos sentir todos do mesmo jeito, podemos todos nos alimentar do mesmo modo do pão da vida que desceu do céu.
À mesa da comunhão com Jesus somos um só pão e um só cálice. Quando a taça do amor circula, brindamos uns aos outros de coração.
Chegue mais perto de Jesus e você vai se ver ligado cada vez mais em espírito a todos os que são como você, sustentados pelo mesmo maná celestial. Se estivéssemos mais perto de Jesus, estaríamos mais perto uns dos outros.
Vemos também nestas palavras a fonte de força para todo cristão. Olhar para Cristo é viver; mas, para ter força para servi-lo, você precisa “vir e jantar”. Sofremos muita fraqueza desnecessária por descuidar deste preceito do Mestre.
Nenhum de nós precisa se pôr em dieta magra; ao contrário, devemos engordar com o tutano e a fartura do evangelho, para acumular força nele e levar cada capacidade à tensão máxima no serviço do Mestre.
Assim, então, se você quer alcançar proximidade com Jesus, união com Jesus, amor pelo povo dele e força vinda dele, “venha e jante” com ele pela fé.
Noite
Contigo está a fonte da vida.
Salmos 36:9
Há momentos na nossa experiência espiritual em que o conselho humano, a solidariedade de um amigo ou as práticas da religião não conseguem nos consolar nem nos ajudar. Por que nosso Deus, que é tão bondoso, permite isso? Talvez porque temos vivido demais sem ele, e então ele tira tudo aquilo em que estávamos acostumados a nos apoiar, para nos empurrar até ele mesmo.
É uma bênção viver na própria nascente. Enquanto nossos odres estão cheios, ficamos contentes, como Hagar e Ismael, de sair para o deserto; mas quando eles secam, nada mais nos serve a não ser “Tu, Deus, me vês”. Somos como o filho pródigo: amamos os cochos dos porcos e esquecemos a casa do nosso Pai.
Lembre-se: podemos fabricar cochos de porcos e bagaço até com as formas da religião. Elas são coisas boas, mas podemos colocá-las no lugar de Deus, e aí não valem nada. Qualquer coisa vira ídolo quando nos mantém longe de Deus: até a serpente de bronze deve ser desprezada como “Neustã”, se a adoramos em vez de adorar a Deus.
O pródigo nunca esteve mais seguro do que quando foi empurrado para o peito do pai, porque não encontrava sustento em nenhum outro lugar. Nosso Senhor nos favorece com uma fome na terra para que o busquemos ainda mais.
A melhor posição para um cristão é viver inteira e diretamente da graça de Deus, permanecendo ainda onde ele estava no começo: “Como nada tendo, mas possuindo tudo”.
Que nunca pensemos, nem por um instante, que o chão em que pisamos é a nossa santificação, a nossa mortificação, as nossas virtudes ou os nossos sentimentos. Saiba que somos salvos porque Cristo ofereceu uma expiação completa; nele estamos completos.
Não temos nada de nosso em que confiar, mas descansamos nos méritos de Jesus: a paixão dele e a vida santa que viveu nos dão o único chão firme de confiança. Amado, quando somos levados a uma condição de sede, com certeza corremos para a fonte da vida com ânimo.