Charles Spurgeon
Charles Haddon Spurgeon nasceu em Kelvedon, na Inglaterra, em 1834, e morreu em Menton, na França, em 1892. Foi pastor batista e é lembrado como o príncipe dos pregadores, um apelido que ele nunca escolheu e que colou mesmo assim.
Começou cedo. Aos 19 anos já pregava na New Park Street Chapel, em Londres. A capela ficou pequena, depois a seguinte também, até que em 1861 foi inaugurado o Tabernáculo Metropolitano, com lugar para cerca de cinco mil pessoas. Ele pregou ali por trinta anos, duas vezes por domingo, para um auditório sempre cheio.
O que ele deixou escrito
Os sermões de Spurgeon eram taquigrafados, revisados por ele durante a semana e vendidos em folhetos semanais. Somados, passam de sessenta volumes, o que faz dele provavelmente o autor cristão mais publicado em língua inglesa.
Além dos sermões, escreveu comentários, livros de aconselhamento pastoral e devocionais. Manhã e Noite é o mais lido deles. O Tesouro de Davi, o comentário dos Salmos que lhe tomou vinte anos, é o mais extenso e tem edição própria em português.
O homem por trás do púlpito
Spurgeon sofria de gota e de depressão, e não escondia nenhuma das duas. Falava dos próprios períodos de escuridão do púlpito, o que é raro para um pregador do século XIX e uma das razões pelas quais o que ele escreveu ainda alcança quem está mal. Fundou um orfanato, um colégio para pregadores e uma sociedade de colportagem que espalhava livros baratos pela Inglaterra.
Morreu aos 57 anos. O funeral parou Londres.