Manhã e Noite

Devocional do dia

12 de junho

Manhã

Pesado foste na balança, e foste achado em falta.

Daniel 5:27

É bom nos pesarmos com frequência na balança da Palavra de Deus. Você vai descobrir que é um exercício santo ler algum salmo de Davi e, meditando em cada versículo, perguntar a si mesmo:

“Posso dizer isto? Senti o que Davi sentiu? Meu coração já se quebrou por causa do pecado, como o dele quando escreveu os salmos penitenciais? Minha alma já esteve cheia de verdadeira confiança na hora da dificuldade, como a dele quando cantou as misericórdias de Deus na caverna de Adulão, ou nas fortalezas de En-Gedi? Tomo eu o cálice da salvação e invoco o nome do Senhor?”

Depois volte-se para a vida de Cristo e, enquanto lê, pergunte a si mesmo o quanto você está conformado à imagem dele. Procure descobrir se você tem a mansidão, a humildade, o espírito amável que ele constantemente ensinou e mostrou.

Tome então as epístolas e veja se você consegue acompanhar o apóstolo no que ele disse da sua experiência. Você já clamou como ele: “Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?”

Você já sentiu o rebaixamento que ele sentia de si mesmo? Você já se viu como o principal dos pecadores, e menor que o menor de todos os santos? Você já conheceu alguma coisa da devoção dele? Poderia se juntar a ele e dizer: “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro”?

Se lermos assim a Palavra de Deus, como um teste da nossa condição espiritual, teremos boa razão para parar muitas vezes e dizer:

“Senhor, sinto que nunca estive aqui. Ó, me traga aqui! Me dê arrependimento verdadeiro, como este que estou lendo. Me dê fé real; me dê zelo mais quente; me inflame com amor mais fervoroso; me conceda a graça da mansidão; me faça mais parecido com Jesus. Que eu não seja mais achado em falta quando pesado na balança do santuário, para não ser achado em falta na balança do juízo.”

“Julguem-se a si mesmos, para que não sejam julgados.”

Noite

que nos salvou, e nos chamou com uma santa vocação.

2 Timóteo 1:9

O apóstolo usa o tempo perfeito e diz: “que nos salvou”. Os que creem em Cristo Jesus estão salvos. Eles não são vistos como pessoas que estão num estado promissor e que talvez venham a ser salvas: elas já estão salvas.

A salvação não é uma bênção para se desfrutar no leito de morte e para se cantar num estado futuro lá em cima, mas algo a ser obtido, recebido, prometido e desfrutado agora.

O cristão está perfeitamente salvo no propósito de Deus; Deus o destinou à salvação, e esse propósito é completo. Ele está salvo também quanto ao preço que foi pago por ele: “Está consumado” foi o grito do Salvador antes de morrer.

O crente está também perfeitamente salvo no seu cabeça do pacto, pois assim como caiu em Adão, assim vive em Cristo. Essa salvação completa vem acompanhada de uma santa vocação.

Aqueles que o Salvador salvou na cruz são, no tempo devido, eficazmente chamados à santidade pelo poder de Deus, o Espírito Santo: eles deixam os seus pecados; eles se esforçam por ser como Cristo; eles escolhem a santidade, não por alguma obrigação, mas pela força de uma natureza nova, que os leva a se alegrar na santidade tão naturalmente quanto antes se deleitavam no pecado.

Deus não os escolheu nem os chamou porque eram santos, mas os chamou para que fossem santos, e a santidade é a beleza produzida neles pela obra das mãos dele. As excelências que vemos num crente são tanto obra de Deus quanto a própria expiação.

Assim se destaca com muita doçura a plenitude da graça de Deus. A salvação tem de ser pela graça, porque o Senhor é o autor dela: e que motivo, senão a graça, poderia movê-lo a salvar os culpados?

A salvação tem de ser pela graça, porque o Senhor age de tal maneira que a nossa justiça fica para sempre excluída. Este é o privilégio do crente — uma salvação presente; e esta é a evidência de que ele foi chamado a ela — uma vida santa.


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