Manhã e Noite

Devocional do dia

1 de agosto

Manhã

Deixa-me agora ir ao campo e apanhar espigas.

Rute 2:2

Cristão abatido e aflito, venha respigar hoje no campo largo da promessa. Aqui há promessas preciosas em abundância, e elas atendem exatamente à sua necessidade. Pegue esta: “Não quebrará a cana esmagada, nem apagará o pavio que fumega.” Isso não serve para o seu caso?

Uma cana: desamparada, insignificante, frágil. Uma cana esmagada, da qual nenhuma música pode sair; mais fraca que a própria fraqueza. Uma cana, e ainda por cima esmagada. Mesmo assim, ele não vai quebrar você; ao contrário, vai restaurar e fortalecer você.

Você é como o pavio que fumega: de você não sai luz nem calor. Mas ele não vai apagar você; vai soprar com o doce sopro da sua misericórdia até avivar você em chama.

Quer respigar outra espiga? “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” Que palavras suaves! O seu coração está sensível, e o Mestre sabe disso; por isso fala com você com tanta doçura. Você não vai obedecer a ele e vir agora mesmo?

Pegue outra espiga: “Não temas, verme de Jacó; eu te ajudarei, diz o Senhor e o teu Redentor, o Santo de Israel.” Como você pode ter medo diante de uma garantia tão maravilhosa?

Você pode juntar dez mil espigas de ouro como essas! “Apaguei os teus pecados como uma nuvem, e como nuvem espessa as tuas transgressões.” Ou esta: “Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã.”

Ou esta: “O Espírito e a Esposa dizem: Vem. E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida.”

O campo do nosso Mestre é riquíssimo; veja os punhados. Olhe, estão aí diante de você, pobre crente medroso! Junte-os, faça-os seus, porque Jesus manda você tomá-los.

Não tenha medo, apenas creia! Agarre essas doces promessas, debulhe-as pela meditação e alimente-se delas com alegria.

Noite

Coroas o ano com a tua bondade.

Salmos 65:11

O ano inteiro, a cada hora de cada dia, Deus nos abençoa com fartura. Quando dormimos e quando acordamos, a misericórdia dele está a nosso serviço. O sol pode nos deixar uma herança de escuridão, mas o nosso Deus nunca deixa de brilhar sobre os seus filhos com raios de amor.

Como um rio, o seu amor está sempre correndo, com uma plenitude tão inesgotável quanto a sua própria natureza. Como a atmosfera que envolve a terra sem parar e está sempre pronta a sustentar a vida do homem, a bondade de Deus envolve todas as suas criaturas; nela, como no seu elemento, elas vivem, se movem e existem.

Ainda assim, o sol nos dias de verão nos alegra com raios mais quentes e mais claros que em outras épocas; os rios, em certas estações, transbordam com a chuva; e o próprio ar às vezes chega mais fresco, mais revigorante ou mais ameno do que antes.

Assim é com a misericórdia de Deus: ela tem as suas horas de ouro, os seus dias de transbordamento, quando o Senhor engrandece a sua graça diante dos filhos dos homens. Entre as bênçãos das fontes de baixo, os dias alegres da colheita são uma estação especial de favor excessivo.

A glória do outono está em que os dons maduros da providência são então concedidos com fartura: é a estação madura da realização, enquanto tudo o que veio antes era só esperança e expectativa.

Grande é a alegria da colheita. Felizes os ceifeiros que enchem os braços com a generosidade do céu. O salmista nos diz que a colheita é a coroa do ano. E misericórdias que coroam pedem uma gratidão que também coroe!

Vamos oferecê-la pelas emoções interiores da gratidão. Que o nosso coração se aqueça; que o nosso espírito lembre, medite e pense nessa bondade do Senhor.

Depois vamos louvá-lo com os lábios, exaltando e engrandecendo o nome daquele de cuja generosidade toda essa bondade flui. Vamos glorificar a Deus entregando as nossas ofertas à causa dele. Uma prova prática da nossa gratidão é uma oferta especial de ação de graças ao Senhor da colheita.


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